Breve historial das organizacões ocultistas de Moçambique; o caso da Maçonaria

19/03/2026
Esoterica
15 min de leitura
Autor

Fabiao Pereira

Publicado em 19 de março de 2026 às 12h17

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Embora existam referenciais gerais às sociedades secretas e ocultistas em Mocambique, não há informação detalhada ou nomes de organizações secretas específicas amplamente divuIgadas publicamente, com o foco cultural do país tendendo mais para maçonaria, tradições religiosas ancestrais tais como o animismo, a feitiçaria, a bruxaria, o pharamaismo (e outras de mesma índolo), além do cristianismo e do islamismo, bem como os movimentos sociais e políticos como o conflito em Cabo Delgado, etc.


Todas essas organizaçóes lidam com o lado místico das sociedades humanas e são nelas observados os principios hermeticos que as caracterizam. Dentro delas, os membros constituintes são recrutados sob proposta de algum membro interno da organização e em alguns casos por meios violentos ou de persuasão, e também por direito próprio de pertencer a uma ancestralidade espiritua ou por possuir um espirito inerente a egrégora grupal.


Todas elas são eminentemente secretas, destacando-se no seu seio os sínbolos, rituais específicos, o evidente ocultismo, crenças, tabus, e em certos casos documentos doutrinais bem estabelecidos.


Em Moçambique o ocultismo manifesta-se predominantemente através de crenças e práticas culturais tradicionais e informais, e não através de organizações ocultistas formais e estabelecidas (eventualmente a maçonaia, a illuminate e a Rothary Club).


Se por um lado essas organizaoções primam por valores tidos no seu seio como sendo nobres, carregam com sigo mesmas os vectores de necessidade, crença e ganância. Teem a necessidade de deterem e manterem o poder sobre os comuns, teem a crença de estarem a servir um poder supremo sobre humano desde os espiritos dos ancestrais assim como dos demiurgos e dos diabos. Para manterem esse status, a ganancia é a força motriz com vista a se perpetuarem, senão vejamos, comeaçando pela maçonaria.


A Maçonaria é uma irmandade universal, filosófica e filantrópica, que busca o aperfeiçoamento moral e intelectual dos seus membros através de alegorias e símbolos da construção, pregando Liberdade, Iguadade e Fraternidade e a crença em um Ser Supremo, sem ser uma religião ou partido político, atuando na caridade e na busca pela verdade e justiça social. Seus membros acreditam nisto.


A Maçonaria em Moçambique teve um papel significativo, especialmente em Lourenço Marques (atual Maputo), a partir do final do século XIX, influenciada pela presença britânica e pelas colónias vizinhas onde a actividade era aberta, tendo se tornado numa força influente, reunindo figuras respeitáveis. Ela enfrentou perseguição levada a cabo pelo Estado Novo em Portugal, forçando os maçons moçambicanos a operar na clandestinidade, muitas vezes em casas particulares, mantendo sua presença discreta mas activa na sociedade.


A comunidade britânica em Moçambique funcionava quase como um "Estado dentro do estado", promovendo uma visão mais aberta a outras culturas e religiões, algo que se reflectiu na maçonaria local fechada de Portugal e Angola.


A capital colonial, Lourenço Marques, era um centro de actividade maçónica, com lojas bem organizadas e influentes, atraindo membros da sociedade civil, militar e empresarial.


Os maçons eram homens respeitáveis e influentes, que contribuíram para o desenvolvimento ordenado de Moçambique, acolhendo pessoas de diversas origens. É aqui onde residia a estratégia da maçonaria moçambicana face a perseguição salazarlista que punha em causa a sobrevivencia da irmandade em Moçambique.


Os maçõe abriram brechas nos liceus e escolas primárias para que estas instituições de ensino passarem a acolher negros, mestiços e asiáticos com o intuito de esles adquirirem cultura suficiente e princípios que forjassem o espirito anti salazarista, provavelmento não sem a mão da maçonaria sul africana que directa ou indirectamente teria forjado Eduardo Mondlane que muito sedo foi criar o NESAM (Núcleo dos Estudantes Africanos Secundários de Moçambique), organização estudantil fundada em 1949, a qual foi crucial na luta pela independência de Moçambique. Promoveu conscientização política e resistência cultural contra a opressão colonial, sendo assim o NESAM , um movimento central de mobilização, que influenciou muitos jovens a se envolverem nos movimentos proindependentistas. 


A maçonaria moçambicana, como em outros lugares, era uma instituição filosófica e filantrópica, buscando o progresso e o aperfeiçoamento dos seus membros, baseada em princípios de liberdade, igualdade e fraternidade. A história da maçonaria em Moçambique reflete a dinâmica colonial e a resiliência de uma instituição que, mesmo sob perseguição, se manteve ativa e influente na sociedade, especialmente na capital.


O papel místico da Maçonaria em Moçambique, embora não amplamente documentado em fontes abertas, reside nos seus ensinamentos universais de busca pela iluminação espiritual, aperfeiçoamento moral e conexão com o divino (o Grande Arquiteto do Universo), utilizando alegorias e símbolos para guiar os maçons na jornada de autoconhecimento, focando em virtudes como fraternidade, igualdade e caridade, mesmo com uma história marcada pela clandestinidade sob regime repressivo, mas com forte influência cultural e social, especialmente na era colonial.


Nesta senda, o entendimento sincrônico de sociedades herméticas bem como o seu papel no controlo de sociedades humanas e o destino das mesmas parece ajudar a fazer leituras mais aprofundadas.


Existe uma relação entre indivíduos membros da maçonaria ocultistas em Moçambique com todos eventos históricos cruciais, desde a guerra colonial, a guerra dos dezasseis anos, a guerrilha da Junta Militar da Renamo, a guerra em Cabo Delgado e os embróglios de caris político do presente?


Perante estes conflitos Julgamos estranho que Moçambique seja, até hoje, um dos palcos mundiais de guerras fratricidas que primam pela punsão do sangue humano. Porque?


O sangue humano contém energia poderosíssima, detentora de uma vitalidade para entidades misteriosas que parecem se confundir com os Arcontes, se é que não são os mesmos.


António de Oliveira Salazar, na sua versão peculiar de ditador conservador católico, se opós à acomodação da Maçonaria em Moçambique. A partir de 1935, tal como terá acontecido em Portugal, o movimento maçónico em Moçambique ou o que sobrou dela formalmente se desmembrou e eventualmente, uma parte passou a agir na clandestinidade. Talvéz aqui se explique por que razão, aquando da independência de Moçambique existissem somente “200” membros dessa sociedade hermética.


Salazar não a terá dado alguma trégua para continuar a actuar em Moçambiqu, o que supostamente impeliu aos seus membros residuais enveredarem por alguma estratégia de atuação convista a sua continuidade clandestina, mesmo que fosse constituída por moçambicanos de raça negra, mestiça, asiática ou de outra matiz, incluindo obviamente a branca, naquela e numa altura futura, neste caso, depois da abolição do colonialismo salazarista. Tudo indica que a estratégia resultou e bem.


O assunto da Maçonaria em Moçambique independente monstra que, já lá haviam passado dois anos (1977), quando a nova República de tendência comunista contava com três Lojas e 200 membros. Esta afirmação provém da publicação que em 10 de Setembro de 2011, foi divulgada por PauluxLx.


O carácter ocultista da Maçonaria em Moçambique, também pode ser pelo facto de não constar na Constituição da República de Moçambique, não havendo alguma referência sobre a legitimidade desta Organização e outras de mesma orientação ocultista na Lei Mãe (excepto assuntos de religião e curandeirismo), mesmo na altura da chamada República Popular. É por isso que ninguém quase conhece os meandros desta entidade hermética.


Isto pode revelar que alguns membros das autoridades da recém República constituída em 1975 estivessem a par da referida sociedade ocultista, se bem que alguns tivessem sido recrutados aquando dos movimentos juvenis antissalazaristas da década de quarenta e cinquenta.


Terão sido os mesmos que enveredaram pela criação dos movimentos anticoloniais e “revolucionários” em Moçambique. Assim sendo, eventualmente tivessem tolerado e continuam a tolerar a presença dessa organização hermética em Moçambique e provavelmente actuando como membros efectivos e activos da mesma. Tudo indica que eles determinam os destinos dos povos de Moçambique.


Um artigo postado por Rui A., intitulado (Revoluçâo Francesa), faz notar que o assunto da Maçonaria e Revolução, muita da Maçonaria que hoje conhecemos; concretamente a que está sob a órbita do Grande Oriente de França, foi visceralmente influenciada pelos valores saídos da revolução, dentre eles o anticlericalismo, a laicidade, o republicanismo e o igualitarismo fraternal. Por outras palavras, não foi a Maçonaria que influenciou a Revolução francesa, mas a Revolução é que influenciou a Maçonaria.


Pensamos, que para o caso da Maçonaria em Moçambique tenha sido ela, a Maçonaria, que influenciou os jovens anti-salazaristas da pré-revolução anticolonial, para que desembocasse na formação da Frente de Libertação de Moçambique (FRELIMO).


Parece justificar-se que os princípios que nortearam a FRELIMO desde a sua criação, tenham sido supostamente o anticlericalismo, a laicidade, o republicanismo e o igualitarismo, instrumentos predilectos num modelo socioeconomico de controlo colectivo de massa institucionalizado e manuseado por poucos como na China Popular.


Lideranças políticas e de organizações ocultistas são minoritárias e primam pelo poder em todas as suas vertentes sobre os comuns, a “manada”, não permitindo brecha alguma para alternância do poder em modelos tidos democráticos.


Têm e tinham, os detentores do poder político do pós-independência, motivos fortes para permitir a atuação da Maçonaria em Moçambique, pelo facto dessa organização ocultista ter, no período colonial, apesar do salazarismo, permitido nos bastidores conduzir o processo que deu acesso aos estudantes negros e de outras raças às escolas e colégios coloniais, principalmente em Lourenço Marques, onde na clandestinidade forjaram a mentalidade anticolonialista, o embrião que serviria de base para o desenvolvimento da Maçonaria em Moçambique na posteridade.


É provável que alguns dos estudantes não soubessem por que milagre tivessem tido a brecha que lhes catapultou para a formação nos colégios coloniais. Porém, é de supor que parte deles tivesse tido algum conhecimento não muito claro, mas depois, com muita clareza, quando enveredaram na década de sessenta nos meandros das violências armadas e revolucionárias contra o colonialismo de Salazar. Lhes movia o espírito da revolução francesa imerso inocentementenas doutrinas herméticas da Maçonaria que derrubou a monarquia tida como imoral, para de seguida, ironicamente, ser implantado o sangrento imperialismo de Napoleão Bonaparte na Europa.


Tanto a revolução francesa, assim como a revolução frelimiana, seguiram os preceitos ocultistas da Maçonaria ancorados no controlo subtil das massas, do poder e da dominação. Ela não procura oferecer a liberdade ao individuo como entidade espiritual impregnada no corpo humano, mas sim, anular a percepção dessa indivídualidade sobre sua consciência em relação a importância do espírito, centelha Divina, como tentativa arcôntica para dominar a raça humana.


O mundo dos arcontes está em decadência. Eles querem à longo prazo invadir o nosso planeta e o nosso universo para continuarem a existir. Acreditamos que os mações tenham algum argumento para se manterem no ocultismo, pois se trater dum assunto esotérico mancomunado pelos arcontes, cuja hierarquia se perde nos confin do cosmos.


De qualquer das formas os desígnios mais profundos e inconfessáveis da Maçonaria no mundo e também em Moçambique transcendem os meros slogans do anti-clericalismo, da laicidade, do republicanismo e do igualitarismo fraternal, princípios amplamente propalados e propagandeados pela Frelimo, desde a sua formação até ao presente.


Segundo inumeras fontes, afirma-se que na Maçonaria se ensina que a serpente trouxe a luz e o conhecimento que Deus, (também conhecido por Demiurgo, Javé, Alá, Brama, kahova etc.) não queria conceder ao homem.


Muitos mações pensam, com a melhor das intenções, que estão trabalhando para a “Felicidade da Humanidade” ou pelo Progresso da mesma.


A história das Mitologias e das organizações herméticas deve remontar há cerca de 400 mil anos através dos Anunaki, se não mesmo muito antes, desde os tempos imemoriais dos Cumara, dos teriantrópicos Naga, dos lemurianos, dos Atlantes, tendo desembocado na nossa raça Adâmica, graças aos geneticistas Anunaki que actuaram em Abzu, (Africa Austral e Oriental) locais de concepção do homosapiens. Não teriam os Anunaki operado no Namuli ao engendrarem os alomwe ancestrais, os povos primitivos do monte Binga, e ainda os khoi khoi San e hotentote?


Paradoxalmente, nesta organização «militam» indivíduos provenientes de todas as crenças religiosas (contrariamente aos preceitos da laicidade), organizações políticas, económicas etc.


Tudo indica que na maçonaria não existe a apregoada fraternidade, nem amizade, porque tudo são redes. Todos ambicionam o poder político, social e econômico”. Nela, predomina o materialismo exacerbado ou seja, a cobiça e a busca incessante por bens materiais e financeiros, para perpetuar a matrix implantada pelos arcontes.


Isto ajuda a perceber o carácter cíclico das guerras em Moçambique, intrinsecamente ligadas aos esquemas internacionais e nacionais de interesses económicos e políticos, agindo-se de forma oculta, clandestina e sorrateira.


É matéria para uma pesquiza mais aprofundada em busca da verdade. Este é o campo para livres pensadores, sobretudo se olharmos para mitologias, fontes do conhecimento que a ciência histórica, em seus confins aparentemente tenebrosos, prefere ignorar.


Compreenderão os que já estão fora da matrix.