Combustão Humana Espontânea

A Combustão Humana Espontânea é um suposto fenómeno no qual o corpo de uma pessoa entra em combustão, como consequência de um calor gerado por mecanismos internos, aparentemente não vinculados à factores externos.

Parece coisa de história inventada para assustar, mas por pior que possa parecer, a misteriosa combustão humana espontânea, embora rara, é real. Para quem não sabe, esse nome complicado diz respeito a um fenómeno ainda pouco conhecido pela ciência, que faz com que indivíduos morram queimados por um incêndio sem motivos aparentes, que consome apenas a cabeça e o tórax das pessoas, como se o fogo começasse de dentro para fora.

Pelo menos 200 casos de combustão humana, ao redor do mundo, já foram reconhecidos e registados, mas isso não diminui o enigma que isso representa até hoje para médicos e outros especialistas. O mais intrigante é que, séculos depois dos primeiros casos serem divulgados e estudados, ainda não existe uma explicação conclusiva para o que pode fazer uma pessoa, simplesmente, pegar fogo.

O primeiro caso de combustão humana espontânea registado pela ciência, aliás, aconteceu em 1470. A vítima foi um italiano chamado Polonus Vorstius, que tomava vinho e, do nada, começou a vomitar fogo. As chamas, então, não demoraram para consumir seu corpo, excepto pés e mãos.

Este último detalhe bizarro, aliás, parece ser uma das características comuns à combustão humana espontânea. Na maioria dos casos, o corpo fica quase completamente incinerado, excepto os membros que acabamos de citar; mas o ambiente em volta também não dá vestígios de que algo errado tenha acontecido, já que apenas o chão embaixo do corpo e o tecto, acima de onde estava a vítima, costuma ficar mais danificados depois de uma combustão humana.

Um outro caso também emblemático de combustão humana, que apresenta todas essas características em comum com o primeiro registo, é o que aconteceu em 1725. Conforme os relatos, o dono de uma pousada, em Paris, na França, acordou e viu sua esposa, madame Millet, queimando, já com a parte superior do corpo carbonizada.

A polícia tentou incriminar o marido pela morte da mulher, mas o testemunho de um hóspede que dormia ali, naquela noite, salvou o francês. A testemunha era um cirurgião que conhecia sobre combustão humana e explicou à Justiça o que poderia ter acontecido com madame Millet. Na época, como nenhum indício de início de incêndio foi encontrado no local da morte, o legista responsável pelo caso chegou a afirmar que a mulher havia recebido uma “visita de Deus”.

Muitas teorias foram criadas ao longo dos séculos para explicar a combustão humana espontânea, incluindo hipóteses sobrenaturais, mas nenhuma delas foi realmente convincente. Diziam até que pessoas alcoólatras tinham mais chances de morrer por essas chamas misteriosas, mas a quantidade de álcool no sangue necessária para que a pessoa começasse a arder em fogo já desbanca essa explicação.

Hoje em dia, a teoria mais aceite para a combustão humana, e a mais racional de todas até agora, diz que o corpo humano pode sofrer um efeito pavio. Isso significa que algum tipo de faísca externa, por menor que seja, como a ponta de um cigarro, por exemplo; tem o poder de queimar as roupas o suficiente para chegar à pele.

A pele humana, por sua vez, liberta gordura, o que funcionaria como combustível para o fogo, assim como a cera de uma vela. Essa foi a única teoria sobre combustão humana testada até agora e, embora não seja amplamente aceite, ficou provado que o corpo humano tem gordura suficiente para garantir a própria combustão. Além disso, como é no tórax e no abdomen que está a maior parte da gordura do nosso corpo, são eles e as partes mais próximas que queimam primeiro.

O canal de TV Discovery Channel chegou a fazer documentários tratando sobre o assunto. Eles abordaram o tema da combustão humana por diversos ângulos, levantando várias possibilidades para essas tragédias naturais.

A explicação esotérica para a Combustão Humana Espontânea envolve forças místicas, espirituais ou energéticas como um castigo divino, a libertação de energia cósmica ou a manifestação de um sósia de outro plano, diferentemente da explicação científica do efeito pavio onde a gordura corporal actua como combustível para uma chama externa. Essas visões místicas veem o fogo como uma purificação, uma punição para o pecado ou um sinal de desequilíbrio, diferentemente da explicação cientifica, a espiritual profundamente esotérica, sugere que a alma ou a essência da pessoa se insendeia, enquanto que o corpo fisico se consome em um processo não fisico, frequentemente deixando misticamente as extremidades intactas, cujo entendimento nos remete aos mistérios da morte e de tudo quanto for transcedental.

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